Todas as cores da música: 14ª edição do Festival Musical revela talentos e conecta histórias na M. Dias Branco

Com apresentações de colaboradores de diferentes áreas e estilos musicais, a 14ª edição do Festival de Música celebrou a diversidade, a criatividade e a expressão artística por meio do tema “A Música de Todas as Cores”. 

A música foi o ponto de encontro de histórias, talentos e emoções na 14ª edição do Festival de Música da M. Dias Branco. Inspirado pelo tema “A Música de Todas as Cores”, o evento reuniu colaboradores em uma jornada marcada pela pluralidade de estilos, experiências e formas de expressão. Ao longo da programação, o público acompanhou interpretações, composições autorais e performances instrumentais que transformaram o palco em um espaço de conexão e valorização dos talentos da Companhia. 

Realizado entre os dias 13 e 22 de outubro, o festival contou com oito datas de programação, incluindo etapas classificatórias, final e cerimônia de encerramento. Nesta edição, foram registradas 37 participações, distribuídas entre as categorias Intérprete, Composição Musical e Instrumentista.  

Para a coordenadora do Centro Cultural, Rita Cartaxo, o festival vai além da apresentação de talentos musicais. “O evento materializa, na prática, valores que fazem parte da nossa cultura. Celebramos a diversidade por meio da música, acolhendo diferentes estilos, histórias e gerações que passam pelo palco. Também reforçamos o respeito às diferenças, garantindo espaço para que cada voz seja ouvida e reconhecida. Além disso, valorizamos a criatividade dos artistas e o espírito colaborativo de todos os envolvidos, desde quem se apresenta até quem organiza e prestigia o evento”, destaca. 

Sonhar por meio da arte 

A categoria Intérprete concentrou o maior número de participantes, reunindo colaboradores que levaram ao palco diferentes gêneros, influências e repertórios. Cada apresentação trouxe uma identidade própria, evidenciando a riqueza cultural presente dentro da Companhia e a capacidade da música de aproximar pessoas por meio de experiências compartilhadas. 

Na categoria Composição Musical, os participantes tiveram a oportunidade de apresentar canções autorais, revelando histórias, inspirações e diferentes perspectivas criativas. As obras demonstraram que a arte também pode nascer do cotidiano e ganhar forma por meio da sensibilidade e da vivência de cada colaborador. 

Já a categoria Instrumentista destacou a habilidade técnica dos participantes e mostrou a versatilidade da linguagem musical. Por meio de diferentes instrumentos e estilos, os concorrentes exploraram sonoridades que ampliaram ainda mais as possibilidades de expressão presentes nesta edição do festival. 

Realizar no palco 

Os momentos foram conduzidos por Natanael Oliveira, Izabela Silva e Jardel Marcio Lima, colaboradores do Centro Cultural M. Dias Branco, e as apresentações musicais avaliadas por um corpo de jurados formado por profissionais com ampla trajetória no cenário musical. 

Entre eles esteve a cantora cearense Makem Oliveira, que ganhou reconhecimento nacional após sua participação no The Voice Brasil e construiu uma carreira marcada pela atuação em gêneros como pop, soul, R&B e MPB. Também integrou o grupo de avaliação a cantora e vocal coach Diná Léia, profissional com atuação consolidada em eventos e projetos musicais na capital cearense. 

Completando o time de jurados, o cantor, compositor e instrumentista Paulo Façanha trouxe ao festival mais de quatro décadas de experiência dedicadas à música brasileira. Autor de canções interpretadas por grandes nomes da MPB, o artista contribuiu com seu olhar técnico e artístico para a avaliação das performances. 

As cores do reconhecimento 

O vencedor da categoria Intérprete foi Petersson Cavalcante, da área de Suprimentos, emocionou o público e os jurados com sua apresentação. Para ele, o reconhecimento teve um significado que foi além da premiação. “Quando meu nome foi anunciado, toda a ansiedade deu lugar à felicidade. Já participei de muitos karaokês e sempre busquei evoluir, mas essa conquista teve um significado especial. Ela me mostrou que sou capaz e me deu uma confiança que vou levar para a vida.” 

Na categoria Instrumentista, o primeiro lugar ficou com Gleison Silva, colaborador da unidade Eusébio, da área Patrimonial. Em sua apresentação, o músico trouxe uma releitura de uma canção lançada em 1969, combinando diferentes influências musicais e valorizando o forró como elemento central da performance. “Fiquei muito feliz com esse reconhecimento. Foi uma oportunidade especial para mostrar meu talento e apresentar uma releitura que traz o forró como destaque, valorizando minhas raízes. Essa conquista também reforça o incentivo que a M. Dias Branco oferece aos talentos dos seus colaboradores”, explica.  

João Hernandes, do Centro Cultural de Madureira, vencedor do primeiro lugar na categoria Composição, destacou que o reconhecimento reforçou sua confiança na sensibilidade artística e no poder transformador da escrita. “Com o reconhecimento, passei a acreditar ainda mais na minha sensibilidade e no poder que a escrita tem como instrumento de transformação. Hoje, a ficha ainda não caiu, mas entendo que aquilo que um dia doeu em mim também encontrou morada em outras pessoas e as fez se sentir representadas. Receber o retorno de quem se emocionou com a música foi, de verdade, a minha maior conquista”, afirmou. 

Crescer com a força da cultura 

Ao reunir colaboradores em torno da arte, o Festival de Música reforça a importância dos espaços dedicados à criatividade, ao protagonismo e ao desenvolvimento cultural. Em sintonia com o propósito de sonhar, realizar e crescer, a 14ª edição mostrou que a música possui muitas cores. E cada uma delas foi representada pelos colaboradores que aceitaram o convite para subir ao palco e transformar suas experiências em arte.